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agosto 30, 2006

jeff mills and the national orchestra of montpellier - blue potential

Jeff Mills é um dos maiores DJ's americanos. Tecno, a sua vertente preferida. Pont du Gard, património mundial pela UNESCO, foi o local escolhido para a "mistura" entre o conceituado músico e a Orquestra Nacional de Montpellier. A ideia não é nova, mas diz-se que era um sonho antigo do americano. Nos meandros da música de dança, é costume dizer-se que o som das suas composições, costumam ser atmosféricas e orquestrais. Daí que este trabalho seja uma continuação. Jeff Mills presenteia-nos com velhos sons de Detroit, voltando até ao tempo em que fazia parte dos Underground Resistance. Agora é importante avisar, que para se apreciar este trabalho, é preciso gostar-se de Mills e do seu trabalho experimental dos anos mais recentes. Quem disse que o Tecno e a música Clássica não pode ser ouvida em conjunto?

Publicado por sons às 04:16 PM | Comentários (0)

agosto 29, 2006

beans - only

Em 2000 foi editado "Tragic Epilogue" pelos AntiPop Consortium, colectivo do qual Beans fez parte. A partir dessa altura tentei acompanhar o que este rapper/produtor tem feito. Em 2003, com "Tomorrow Right Now", primeia edição de um trabalho a solo, de um membro dos dissolvidos AntiPop, a electrónica andou a par com o hip hop. No entanto, a crítica pouco ou nada falou deste trabalho. E com alguma razão. Este ano, com "Only", Beans repete uma fórmula já utilizada pelos AntiPop Consortium quando se juntaram a Matthew Shipp (piano) para a celebração do hip hop com outras áreas musicais distintas, neste caso o free jazz. Para este seu álbum, Beans convidou William Parker (baixo) e Hamid Drake (percurssão), e os três criaram uma belíssima peça musical que "is a true dialogue between hip hop and jazz." (blogcritics.org).Para quem conhece os anteriores trabalhos de Beans a solo, este é uma escapadela à sua rotina!

Publicado por sons às 04:14 PM | Comentários (0)

dj shadow - the outsider (parte 2)

As audições continuam. Algumas certezas começam a formar-se. É o pior álbum de DJ Shadow. Pior para quem "Endtroducing" é uma obra de arte. Uma criação que irá perdurar por muitos e bons anos. João Bonifácio, jornalista do "Público", na edição de 18 de Agosto do suplemento musical Y, deixa ao critério do leitor a decisão de génio ou fraude sobre a personagem Shadow. Na minha humilde opinião, DJ Shadow continua a ser um enorme produtor musical, que realizou um trabalho em que ele acredita ser um gosto pessoal. Devo dizer que as faixas do álbum, estilo "Hyphy", não me agradam particularmente. No entanto, e porque neste momento -"I dont fit anywhere" (palavras do próprio)- a sua liberdade de criação alargou horizontes e deixou-a fluir livremente sem qualquer estereótipo, temos que "The Outsider" reflecte esse mesmo sentimento. Com uma certeza pórem que vai perder muitos fãs, e a prova disso será a 6 de Setembro quando sair o seu novo trabalho. Convém realçar que enquanto ouço mais algumas pistas do seu novo trabalho, aguardo pela confirmação de um espectáculo em Portugal com o "Old Shadow"!

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agosto 28, 2006

mr. lif - mo'mega

As suas letras normalmente estão associadas a assuntos políticos. Em 2002, foi assim com "I Phantom" primeiro trabalho que desenvolveu na editora "Definitive Jux". Ainda assim menos agressivo que a generalidade dos EPs até então criados. Quatro anos depois, Mr. Lif está de regresso com um álbum que só alguns podem editar. Poeta e um verdadeiro repórter da vida (BritishHipHop.com), Lif volta à carga com a globalização, administração Bush, McDonald's, entre outros, e revela a sua preocupação com as diferenças entre a classe baixa e constante modernização mundial em que vivemos. A inspiração de Lif está nas televisões e jornais de todos o mundo. Neste momento estaríamos perante o necessário para obrigatoriamente ouvirmos este álbum, mas é vital acrescentar, que por detrás da realização deste "Mo'Mega" está El-P. O apetite não poderia estar mais aguçado!

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agosto 27, 2006

Top of The Pops (1964-2006)

Fez este sábado oito dias, liguei a televisão eram quase duas da manhã. Estava a dar o Top+ na Rtp 1. Fiquei a assistir até ao final, já não via o programa há algum tempo. Incrível a pobreza da música que ocupa os principais lugares na tabela de vendas. Já tínhamos a música pimba, que nesta altura ganha vida dupla. Depois ainda apanhamos com cantores feitos à pressão via "Morangos com Açucar", e para finalizar, já que é preciso apanhar todos os escalões etários, ainda aparecem as Floribelas e os FF! No passado dia 30 de Julho, a BBC transmitiu o último Top of The Pops. Foram 42 anos a transmitir música de qualidade, ainda que possamos discutir os gostos e estilos. Será que nós, portugueses, não somos merecedores de outro tipo de programas musicais na nossa televisão? Apesar de actualmente termos ao dispor inúmeros canais via cabo, a televisão pública não poderia dar outro tipo de destaque à música? Um canal público não pode unicamente pensar nas audiências e nos lucros. Afinal para que serve a "2"?

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agosto 26, 2006

dj shadow - the outsider (parte 1)

O mestre está de regresso! Josh Davis, o "brincalhão" dos pratos que nos guiou através de paisagens musicais instrumentais do hip hop ao longo dos últimos anos, decidiu marcar uma nova era na sua carreira. Na minha humilde opinião, um artista como DJ Shadow, chega a uma altura da sua vida e pensa que pode ser necessário criar algo de diferente. O status que atingiu com anos de sucesso, permite-lhe essa facilidade. Um marco na sua carreira para o bem ou para o mal. Vimos as capacidades dele em "Private Press" e "Endtroducing", agora chega "The Outsider". Quando estive no Lux para assistir à sua actuação não fiquei particularmente fã do estilo musical que ouvi, no entanto a marca "Shadow" estava lá presente, pelo menos nos pratos, e não eram de cozinha. Acreditei que o novo álbum seria capaz de misturar o Shadow que conhecia, com este novo estilo. Para já ainda não estou particularmente seduzido. As repetidas audições que irei fazer permitirão que a minha opinião seja ainda mais concreta.

Publicado por sons às 03:31 PM | Comentários (0)

agosto 25, 2006

kudu - death of the party

Grupo nova iorquino constituído por Sylvia Gordon (voz, baixo), Deantoni Parks (bateria), Nick Kasper (teclas) e Peter Stoltzman (teclas). Misturam jazz, electrónica, soul e...uma mistela que no final resulta numa espécie de música urbana. O primeiro álbum editado em 2001, de nome "Kudu". Este ano, regressam à música com "Death of the party". Música agradável. Tirei o som à televisão, estava a dar o Porto-Leiria, peguei no Blitz e comecei a desfolhear. A melodia espalhou-se pela sala. Ouve-se bem, não deslumbra. Fica uma amostra.

Physical World

Publicado por sons às 11:31 PM | Comentários (0)

the knife - silent shout

Os irmãos Dreijer eram-me completamente estranhos até dar de caras com o novíssimo album "Silent Shout". Olof e Karin, são responsáveis por uma das agradáveis surpresas deste ano. Facto histórico desta pequena dupla sueca formada em 1999. Primeiro single "Afraid of You" produzido nos seus estúdios caseiros. Depois, surge a Rabid Records, editora criada por eles para a produção do seu primeiro album. Conseguem ser nomeados para os grammis, na área pop, devido ao seu segundo album "Deep Cuts", mas que no entanto acabariam por boicotar a entrega dos prémios, enviando duas personagens disfarçadas de gorilas. Uma luta assumida contra a dominância masculina na indústria da música.
De regresso ao último trabalho desta dupla "Silent Shout", não estamos perante nenhum novidade musical. O som criado é simples, mas com intensidade e que rapidamente nos faz sentir bem com a música. A voz de Karin Dreijer refrescante. Da várias vezes que já ouvi o album, nota-se trabalho de construção musical que o atravessa ao longo de todos os minutos. Façam o favor de ouvir o disco.

Publicado por sons às 06:29 PM | Comentários (2)

agosto 24, 2006

four tet - dj kicks

As compilações da série "DJ-Kicks" costumam ser um bom apanhado de músicas dos respectivos artistas envolvidos na sua criação. Ainda este ano, para comemorar o essêncial dos 25 anos da série, a editora !K7 lançou o cd "The Exclusives". Album obrigatório para quem colecciona os anteriores. Mas hoje falo do trabalho de Four Tet para a série DJ-Kicks. Ecletismo define na perfeição o trabalho de Kieran Hebden. Como Four Tet, o artista é responsável por música idm/indie electrónica (o lá o que isto seja, obrigado AllMusicGide), no entanto, neste seu trabalho mais pessoal as influências vão desde o soul de Curtis Mayfield, a indie pop dos Stereolab, electrónica de Akufen passando até pelo hip-hop. Mas a sua "piéce de resistance" vai inteirinho para a faixa 13, de nome "Pockets", da sua autoria, uma novidade a ser editada em breve num seu novo trabalho. Façam o favor de ouvir esta compilação!

four tet - pockets

Publicado por sons às 09:39 PM | Comentários (0)

matmos - the rose has teeth in the mouth of a beast

Entrei no universo de Matmos apenas em 1999. A dupla Drew Daniel e Martin Schmidt já por essa altura tinha editado "Matmos", "quasi-objects" e "The West". Confesso que não conheço nenhum deles. O primeiro trabalho e que mais me surpreendeu desta dupla San Francisco/Londres, foi "A Chance to Cut is a Chance to Cure". Uma verdadeira enciclopédia de sons de uma possível cirurgia plástica. O trabalho de "cut-and-paste" em torno deste album surpreendeu-me. Fiquei fã quase na primeira audição.
"Civil War", editado dois anos depois, desenvolvido sobre a mesma estrutura do seu antecessor, mas com sons mais agressivos. Reflexos sobre a Guerra Civil Inglesa do século XVI e a Guerra Civil Americana. Pessoalmente, não fiquei fã. Ouvi. Poucas vezes.
Este ano, o regresso é marcado com "The Rose has teeth in the mouth of a beast". Interessante a abordagem em torno da sua concepção. O ambiente sonoro foi desenvolvido em torno de 10 figuras gays e lésbicas, entre escritores, filósofos, realizadores e músicos. Indispensável a sua audição. Um regresso de qualidade. Uma amostra para deixar água na boca.

Rag for William S. Burroughs

Publicado por sons às 09:00 AM | Comentários (0)

agosto 23, 2006

junior boys - so this is goodbye

Começaram como um dueto, Jeremy Greenspan e Johnny Dark. Sem grande sucesso nos primórdios, Dark acabaria por sair. Mas os "Junior Boys" não iriam desaparecer. Nick Kilroy que fora empregado da WARP, decide criar uma editora e apostar na banda como cabeça de cartaz. Entretanto Matt Didemus junta-se a Greespan e gravam material suficiente para editar algo. Surge então "Last Exit". Apesar de ter este album, nunca prestei muita atenção. "So this is goodbye" é o regresso aos sons dos "Junior Boys". Nostalgia. Tristeza profunda. Sentimento de revolta com a vida. Ouve-se com calma, e percebe-se que tudo pode modificar na nossa vida. A música pode ser uma ajuda.

so this is goodbye

Publicado por sons às 08:42 PM | Comentários (0)

agosto 22, 2006

Vida nova...

...que começa hoje. Sem grandes pretensões. Apetece-me falar de sons, livremente.

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